encruzilhadas
por vezes, sinto que me esqueço de olhar por mim. outras, lembro-me, mas mesmo assim continuo por caminhos que se podem tornar sinuosos (acidentados, até), forçando-me a enfrentar as consequências..e a aceita-las. também é preciso, acho. aprender a lidar com as consequências, não só dos nossos actos mas, também, do rumo das coisas. mas estará certo "cria-las"? será uma espécie de caminho de auto-conhecimento um tanto ou quanto destrutivo? de sacrifício, quase.. por outro lado, é preciso arriscar se queremos obter alguma coisa. penso que será isso, em grande parte. enfim, limito-me a tentar descobrir todos os lados das coisas. porque todas as coisas têm, pelo menos, dois lados. sem querer levar o meu pensamento para as profundezas da tristeza (acontece mais vezes do que desejaria(mos)), tento aprender a enfrentar as minhas decisões. já aconteceu deixar-me embrenhar tanto num certo caminho que, quando dei por mim, era alguém diferente. alguém com quem eu próprio não gostaria de me cruzar muitas vezes. e não gostei, de facto. a espiral de sentimentos que se seguia levar-me-ia a encontrar razões e origens erradas para os acontecimentos; ou, então, a não aceitar as consequências dos meus actos que, por minha culpa ou não, surgiam. surgiam e vão continuar a surgir, porque a Vida é mesmo assim: caminhos, encruzilhadas, escolhas, decisões pensadas ou imediatas, riscos, destinos.
e porquê isto, agora? e porque não?
;)

